Escola de Ciência Avançada sobre Primeira Luz recebe inscrições

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP – Estão abertas, até 15 de abril de 2019, as inscrições para a Escola São Paulo de Ciência Avançada sobre Primeira Luz: estrelas, galáxias e buracos negros na época da reionização, que será realizada de 28 de julho a 7 de agosto no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), em São Paulo.

O evento conta com apoio da FAPESP por meio da modalidade Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA). São oferecidas 100 vagas para alunos de pós-graduação e jovens pesquisadores, sendo 50 para brasileiros e 50 para estrangeiros. Para manutenção dos estudantes selecionados que venham de outras cidades, estados e países, os benefícios são passagens aéreas e diárias na cidade que sediará a Escola.

A Escola tem como objetivo abordar os processos e os eventos que teriam ocorrido na fase inicial do Universo (menos de 1 bilhão de anos) e introduzir a futura geração de jovens astrônomos nos desenvolvimentos teóricos e observacionais da astrofísica da época da reionização (EoR) – como é conhecido o período seguinte ao Big Bang, quando surgiram as primeiras estrelas e galáxias.

“É um tópico quentíssimo na astrofísica e que está começando a ser estudado agora. Isso porque os telescópios e detectores de hoje não são apropriados para detectar a luz das primeiras estrelas formadas no Universo. A luz delas é absorvida pelo gás que as rodeia, que é um gás neutro e, portanto, não conseguimos detectá-las com equipamentos ópticos”, disse Laerte Sodré Jr., professor do IAG e coordenador da ESPCA sobre Primeira Luz.

Sodré Jr. explica que o estudo das primeiras estrelas e galáxias deverá ser feito utilizando ondas de rádio (radiação de 21 centímetros). “Essa radiação é a mais comum no Universo. Portanto, o desafio não é detectá-la, e sim separar o joio do trigo. Há muita interferência, muita emissão nessa região espectral”, disse.

“O esforço hoje em dia está em desenvolver equipamentos e técnicas que permitam detectar as primeiras estrelas ou separar a grande contaminação, que sabemos que existe, do sinal que imaginamos também existir”, disse.

 

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